Uma tragédia abalou a comunidade portuguesa em França na última segunda-feira, 30 de março de 2026.
Uma mulher de nacionalidade portuguesa, de 37 anos, que tinha sido mãe há apenas dois meses, foi encontrada morta na sua residência em Merville, localidade próxima de Toulouse. O principal suspeito do crime é o marido, também português, que foi detido pelas autoridades francesas sob a acusação de homicídio e violência doméstica.
De acordo com as informações avançadas pelo jornal Actu e confirmadas pelo procurador David Charmatz, a vítima já tinha demonstrado receio pela sua integridade física. Apenas alguns dias antes de ser encontrada inconsciente, a mulher tinha apresentado uma queixa formal por violência doméstica contra o companheiro. Na terça-feira, 31 de março, o suspeito foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação mais gravosa: a prisão preventiva.
Os relatos dos vizinhos do prédio onde o casal residia reforçam o cenário de violência. Segundo testemunhos recolhidos pelas autoridades, foram ouvidos “ruídos suspeitos” vindos do apartamento no domingo, véspera da descoberta do corpo. Embora o marido tenha alegado ter encontrado a mulher já sem sentidos, a queixa prévia e os indícios recolhidos no local levaram o Ministério Público a avançar com a acusação de crime violento.
O desfecho da investigação depende agora dos resultados da autópsia, que deverá determinar com exatidão as causas da morte e confirmar se houve agressão direta ou sufocamento. Enquanto o processo judicial decorre em França, o bebé de dois meses ficou sob a custódia dos serviços sociais franceses. Este caso volta a colocar em evidência a fragilidade das vítimas de violência doméstica, mesmo após a denúncia formal às autoridades.