Sábado, Junho 6, 2026
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Joana Marques revela detalhes inéditos no tribunal com os cantores “Anjos”

Cinco meses após ter sido absolvida no processo de difamação movido pelos Anjos, Joana Marques decidiu finalmente “abrir o livro” sobre os bastidores de um julgamento que classificou como “surreal”.

Em conversa no podcast Bate Pé, com Mafalda Castro e Rui Simões, a humorista recordou com ironia o aparato judicial que nasceu de uma análise da rubrica “Extremamente Desagradável” à interpretação do hino nacional por Nelson e Sérgio Rosado no GP de Portugal de F1.

Para a radialista da Renascença, o cenário vivido no tribunal de Lisboa aproximou-se mais de um reality show do que de uma instância solene. Joana descreveu as longas horas de audiência, marcadas pelo calor e pela ausência de ventilação, como um teste de resistência onde o “ridículo” da situação era difícil de ignorar. “O que me irritou mais nisto tudo é que era um vídeo muito básico… nem considero aquilo trabalho”, confessou, sublinhando o contraste entre a simplicidade da piada e a complexidade do processo movido pelos cantores, que alegavam ofensas à sua honra.

Um dos momentos mais caricatos partilhados envolveu a própria defesa da humorista. Num ambiente onde o riso era estritamente proibido, a advogada de Joana não conseguiu conter uma gargalhada, provocando a indignação imediata de Nelson Rosado, que prontamente a confrontou em plena sala de audiências. Joana Marques, fiel ao seu estilo, admitiu que tentou sempre ver o “lado divertido” da situação, transformando o que deveria ser um momento de tensão em material criativo.

Cá fora, o caso foi alvo de análise no programa Passadeira Vermelha, onde os comentadores destacaram a capacidade da humorista em rentabilizar o infortúnio. Hugo Mendes e David Motta salientaram que Joana esteve “em laboratório” durante o julgamento para escrever o seu espetáculo ‘Em Sede Própria’, onde o processo com os Anjos é um dos temas centrais. No final, a absolvição de Joana Marques reafirmou que, no tribunal da opinião pública e da justiça, a liberdade de rir mesmo de hinos desafinados continua a prevalecer sobre a tentativa de travar o humor.

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