A tarde de quinta-feira, 2 de abril de 2026, na casa do Secret Story 10, foi palco de um confronto escaldante que colocou a ética e o respeito pelo desperdício alimentar no centro do jogo.
A reunião de emergência convocada por Hugo, que visava apaziguar os ânimos após o “atentado culinário” de Ana Sousa, acabou por ter o efeito inverso, levando Eva Pais a perder a habitual contenção e a “saltar a tampa” contra a colega de Valongo.
A terapeuta da fala, visivelmente chocada com a admissão de Ana de que teria estragado o almoço de propósito como vingança pela loiça suja, não poupou nas críticas. O diálogo subiu de tom quando Eva confrontou a rival sobre a leviandade de usar a comida como arma de arremesso: “Tu estás a brincar com a comida?”, atirou, indignada. A tensão tornou-se insustentável quando Ana sugeriu, num tom desafiador, que os colegas não eram obrigados a comer, ao que Eva respondeu com uma pergunta retórica carregada de revolta: “A tua reação que tu esperavas é que nós deitássemos comida ao lixo? Estás a gozar com a minha cara?”.
Durante a discussão, marcada por constantes interrupções e ironias, Eva tentou impor a sua visão sobre a gravidade do desperdício, acusando Ana de falta de princípios básicos. “Queres que eu te ensine o que é um diálogo?”, questionou a concorrente de Ovar, perante a postura irredutível de Ana, que continuou a sustentar que “só comeu quem quis”. Para Eva, a sugestão de que o grupo deveria ter deitado a comida fora para não a ingerir é inaceitável e demonstra uma desconexão total com a realidade fora das quatro paredes da Malveira.
Este embate direto marca um ponto de viragem na convivência da casa, com Ana Sousa a isolar-se cada vez mais do grupo principal. O que começou como uma queixa legítima sobre as tarefas domésticas transformou-se, devido à execução da “vingança”, num problema de ética que uniu grande parte dos concorrentes contra a concorrente de Valongo. Com as emoções ao rubro, a “guerra do almoço” promete ser o tema dominante nas próximas nomeações, com Eva Pais a assumir-se agora como a voz da consciência coletiva contra o desperdício.