Um forte sismo de magnitude 7,4 na escala de Richter abalou esta quinta-feira, 2 de abril de 2026, a região do Mar das Molucas, na Indonésia.
O abalo, ocorrido às 06:48 (hora local), gerou pânico generalizado e levou as autoridades internacionais a emitirem avisos urgentes de tsunami para vários países vizinhos, incluindo as Filipinas, Malásia e Japão. O Serviço Geológico dos Estados Unidos chegou a registar inicialmente uma magnitude de 7,8, o que acentuou o receio de uma catástrofe de grandes proporções na província de Celebes do Norte.
A força do sismo provocou o desabamento de um edifício em Manado, resultando na morte confirmada de pelo menos uma pessoa. George Leo Mercy Randang, chefe local dos serviços de busca e salvamento, informou que a vítima sucumbiu debaixo dos escombros, enquanto outra pessoa sofreu ferimentos graves numa perna. Perante a intensidade do abalo, os residentes de Manado saíram em massa para as ruas, temendo o colapso de mais estruturas na região.
Na sequência do terramoto, o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico previu ondas entre 0,3 e um metro para a Indonésia. A agência geológica indonésia confirmou que se registaram pequenas subidas do nível do mar em Bitung e na província de Maluku do Norte nas horas que se seguiram ao sismo. Embora o impacto inicial das ondas tenha sido limitado, o estado de vigilância manteve-se elevado em todo o arquipélago e nas nações vizinhas.
A Indonésia localiza-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de elevadíssima atividade sísmica e vulcânica. O país guarda memórias trágicas de desastres naturais, como o tsunami de 2004, o que mantém a população e as autoridades em constante estado de prevenção. Este novo sismo reforça a vulnerabilidade da região a fenómenos geológicos extremos, sublinhando a importância dos sistemas de alerta precoce para minimizar a perda de vidas humanas.