A poucos dias de chegar às bancas, a biografia “Nunca Mais é Muito Tempo”, com lançamento marcado para 9 de abril de 2026, promete ser um dos documentos mais impactantes sobre a tragédia que vitimou Diogo Jota e o seu irmão, André Silva.
Os excertos revelados em exclusivo pelo Dioguinho trazem o testemunho cru e lancinante dos pais, Joaquim e Isabel, que recordam minuto a minuto a madrugada de 3 de julho de 2025, quando um “telefonema inesperado” destruiu o seio familiar.
Segundo o relato de Joaquim, nada fazia prever o drama naquela noite que começou com um jantar tranquilo em família, em Valongo. O pai dos atletas descreve um pressentimento agoniante que o assaltou antes mesmo de receber a notícia oficial vinda de Espanha. Isabel, por sua vez, recorda a “inquietação crescente” ao ver as suas mensagens ficarem sem resposta, um silêncio que culminou na frase que a perseguirá para sempre: “foram os dois”. A confirmação de que perdera ambos os filhos num único instante é descrita na obra como um momento de devastação absoluta, impossível de traduzir em palavras.
A obra detalha ainda a dolorosa jornada até solo espanhol para o reconhecimento e o subsequente regresso a Portugal, que se transformou num corredor de luto nacional. Joaquim e Isabel destacam a emoção de ver centenas de pessoas anónimas a prestar tributo ao longo do percurso, um gesto de solidariedade coletiva que, embora não apague a dor, serviu como um bálsamo num momento de escuridão total.
Este livro não é apenas uma biografia desportiva, mas um manifesto sobre o lado mais humano e frágil de uma perda irreparável. Ao expor a intimidade do luto de quem “perdeu tudo num só instante”, “Nunca Mais é Muito Tempo” promete imortalizar a memória de Diogo e André, oferecendo ao público a perspetiva de dois pais que, entre recordações e lágrimas, tentam encontrar sentido numa tragédia que paralisou o país.