A segurança no Metro do Porto foi abalada por um episódio de violência gratuita que teve o seu desfecho esta segunda-feira, 30 de março de 2026.
Um homem de 46 anos, de nacionalidade estrangeira, foi detido pela PSP e ficou em prisão preventiva após ter levado a cabo um “ataque com gás” contra passageiros na estação de Ramalde. O incidente, que remonta ao passado dia 18 de março, lançou o pânico entre cerca de meia centena de utilizadores e obrigou à interrupção da circulação ferroviária durante aproximadamente uma hora.
De acordo com o comunicado do Comando Metropolitano do Porto da PSP, o ataque não foi um ato aleatório, mas sim uma represália criminosa. Momentos antes da descarga do gás, o suspeito teria tentado furtar a carteira a um cidadão septuagenário no interior da carruagem, tendo sido impedido pela intervenção corajosa de vários passageiros. Em resposta à frustração do furto, o homem utilizou uma botija de gás para atingir quem o confrontou, provocando ferimentos em seis pessoas, três das quais necessitaram de assistência hospitalar imediata.
Após o crime, o suspeito conseguiu colocar-se em fuga, mas a investigação célere da PSP permitiu reunir “sólidos elementos de prova” e identificar o rasto do agressor. A detenção ocorreu finalmente na baixa da cidade do Porto, numa operação policial onde o homem foi intercetado ainda na posse de objetos comprometedores: uma botija de gás (presumivelmente a utilizada no ataque), uma faca e um telemóvel que constava como furtado.
Presente ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto, o juiz aplicou a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva, atendendo à perigosidade do indivíduo e ao alarme social gerado pelo ataque num transporte público vital para a cidade. A PSP reforçou, em nota oficial, o compromisso de manter a vigilância apertada na rede de transportes, sublinhando que atos de vingança contra cidadãos que zelam pela segurança comum não ficarão impunes.